A Garota no Trem

A Garota no Trem (The Girl on the Train) (Drama/Mistério/Thriller); Elenco: Emily Blunt, Haley Bennett, Rebeca Ferguson, Luke Evans; Direção: Tate Taylor; USA, 2016. 112 Min.

Um suspense intrincado que versa sobre violência psicológica, abuso emocional nas relações e sobre a inteligência de um psicopata. Numa linha de abordagem que nos remete a “Visões do Passado” (2015), mas com uma história mais complexa e encorpada,  “A Garota no Trem” é baseado no romance homônimo de Paula Hawkins que dirigido por Tate Taylor se transformou numa sessão de análise para ninguém botar defeito.

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Rachel (Emily Blunt) é uma alcoólatra  depressiva que todos os dias em seu trajeto para o trabalho passa pelo bairro onde morou com seu ex-marido Tom (Justin Theroux), pela sua casa que passou a ser habitada pela nova mulher de Tom e sua filhinha, enfim, pelo seu passado. A partir do que vê cotidianamente imagina e desenha histórias que gostaria que fossem suas. Um belo dia vê uma cena que a incomoda e resolve interferir. A partir daí é envolvida em uma trama que tem a ver com seus apagões alcoólicos. E tentando elucidar a história descobre a si mesma e responde a uma série de questões sobre sua vida.

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Tate Taylor é famoso pela direção do filme “Histórias cruzadas” (2011) que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA, e mais recentemente, por “Get on Up: A História de James Brown” (2014). Com “A garota no Trem”, juntamente com a roteirista Erin Cressida Wilson de “Homens, Mulheres e Filhos” (2014) ele conta uma história sobre os efeitos do abuso emocional e da violência psicológica nas relações. O suspense não vem do sobrenatural ou do aspecto policial de investigação, vem do interior das pessoas, do que somos capazes de fazer ao outro. A história é intrincada e cada detalhe é importante. O enredo prende a atenção até o final num jogo de xadrez e tanto.

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Os destaques vão para atuação de Emily Blunt de “Sicário: Terra de Ninguém” (2015), que está soberba. Para a trilha sonora do versátil Danny Elfman, figura presente nas trilhas mais díspares, de filme de arte a Blockbuster. de “Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas” (2003) a “Homens de Preto”, de animação a série de TV como “Os Simpsons” (1989) e  “Desperate Housewives”. Vão também, para a fotografia de Charlotte Bruus Christensen de “A Caça” (2012) que viabilizou uma viagem pela mente de Rachel, juntamente, com a edição de Michael McCusker de “Austrália” (2008).

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“A Garota no Trem” não é um filme de arte que evoque mil remetencias, mas é uma boa adaptação literária com uma abordagem competente.Vale as duas horas de exibição com louvor. Sem falar que, ainda se pode matar a saudade de Lisa Kudrow de “Friends”, que faz uma participação no longa.

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About Sonia Rocha

Crítica Cinematográfica, Professora de Filosofia e História, Mestre em Educação (UERJ) e Pesquisadora de Cinema e Educação.
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