Assassin’s Creed

Assassin’s Creed (Ação/Aventura/Fantasia); Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling; Direção: Justin Kurzel; Reino Unido/ França/Hong-Kong/USA, 2016. 115 Min.

Há muito que os vídeo-games invadiram os cinemas e proporcionaram a seus fãs, com satisfação ou não, uma outra modalidade de uso para curtir seus jogos. Mas não é só isso, a transposição de mídia possibilita uma maior abrangência de público que passa a entrar em contato com o universo dos jogos, de sua operacionalidade e história. De “Super Mario Bros” (1993) a “Mortal Kombat” (1995), passando por “Tomb Raider” (2001) a “Resident Evil” (2002) os jogos se diversificaram em outras linguagens. Além do cinema o caminho está se voltando, também, para a literatura. Ou seja, com abordagens diferentes, usando potencialidades da percepção, também diferentes entre si, os jogos estão se aprofundando em seus mundos e argumentos e conseguindo abrangência de território, criando uma variedade de braços.

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Mais recentemente tivemos “Warcraft” (2016) que além de ir para o cinema também se materializou na linguagem literária. Agora é a vez de “Assassin’s Creed”. Estes casos, sao os livros que vieram dos filmes (o caminho inverso). A editora Galera é a responsável, no Brasil, por essas tranposições tanto de Warcraft quanto de Assassin’s Creed. E em relação ao último tem uma coleção contando com 13 volumes entre livros e quadrinhos. Este, em especial, é uma edição baseada no roteiro cinematográfico de Michael Lesslie,  Adam Cooper e Bill Collage.

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A história tem como base a série de jogos criados por Patrick Désilets, Corey May  e Jade Raymond e consiste na continuidade de uma pesquisa científica coordenada pelo Dr. Rikkins (Jeremy Irons) e sua filha Sofia (Marion Cotillard) que pretendem encontrar a cura para violência conseguindo por as mãos na maçã do Éden que se supõe ter sido escondida pelos Assassins Creeds dos Templários. Duas organizações seculares opostas que se digladiaram na inquisição espanhola em 1492, segundo os jogos. Para tanto é importante encontrar o último descendente de Aguillar, um guerreiro espanhol da época inquisitória pertencente ao Assassin’s Creed. Encontram Callum Lynch (Michael Fassbender) e o testam em uma máquina: A Animus, que proporciona um desbloqueio de memória ancestral. A partir daí a história se desenrola com uma viagem que mistura duas épocas, que tem uma tatibilidade elevada e muitos efeitos especiais.

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O diretor australiano Justin Kurzel, premiado por “Snowtown” (2011) e que, mais recentemente, dirigiu “Macbeth: Ambição e Guerra” (2015), investiu na sensação do video-game no cinema. Com uma trilha sonora rascante e avassaladora de Jed Kurzel e muita coreografia de luta, quase uma dança, o longa eleva a tatibilidade do espectador ao máximo (o recomendável é assistir em uma sala de cinema com excelente sistema de som). A fotografia de Adam Arkapaw de “True Detective” também é fabulosa, apesar dos efeitos especiais – lembando que, sendo oriundo de jogos virtuais não poderia ser diferente – recomenda-se assistir em IMAX/3D. Pois, já que o alvo é a percepção, todos esses instrumentos, obviamente, são vitais para a experiência. Porque “Assassin’s Creed” é isso: uma experiência sensorial. Se vai funcionar para todo mundo isso já é outra história.

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Filmado na Espanha e na Inglaterra, e falado em espanhol e inglês o longa de Justin Kurzel tem uma boa história, é uma aventura que tira o fôlego e que, artísticamente, para seu estilo, não deixa a desejar. Para  chamar público e  dar uma importância maior “Assassin’s Creed” traz Michael Fassbender  – acostumado a trabalhar com o diretor – Jeremy Irons e Marion Cotillard. Para quem procura diversão e bom uso de tecnologia é boa pedida.

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About Sonia Rocha

Crítica Cinematográfica, Professora de Filosofia e História, Mestre em Educação (UERJ) e Pesquisadora de Cinema e Educação.
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