Beleza Oculta

Beleza Oculta (Collateral Beauty) (Drama/Romance); Elenco: Will Smith, Edward Northon, Kate Winslet, Helen Mirren, Keira Knightley; Direção: David Frankel; USA, 2016. 97 Min.

Longe de ser o melhor papel ou desempenho artístico de Will Smith “Beleza Oculta” é um filme no estilo sessão da tarde, com direito a muito drama e com jeito de conto de fadas. Dirigido por David Frankel o filme é um conto de dor sobre  a perda de uma filha e a dificuldade em saná-la. O longa tem estrelas de primeira grandeza, mas um roteiro superficial, previsível e que não consegue definir o próprio título. É a cara dos clichês de matinê.

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Howard (Will Smith) era um bem sucedido empresário que vendia ideias sobre sucesso, quando perde sua filha de 6 anos para uma doença terminal. Trava a vida de tal forma que seus amigos decidem interferir antes que tenham problemas com os negócios. Howard se isolou do mundo e como terapia escreve cartas para a Morte, o Tempo e o Amor e essas personas surgem para interpela-lo. A partir daí a história se desenvolve mostrando as fraquezas de cada um dos amigos e a conexão que todos têm com  a morte, com o tempo e com o amor e mergulha no conceito de beleza oculta ou colateral da vida que não é aprofundado e fica solto no meio da história cheio de palavras vazias.

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David Frankel de “Marley & Eu” (2008) e  “O Diabo Veste Prada” (2006), juntamente com o roteirista Allan Loeb de “Quebrando a Banca” (2008) resolveram contar uma história clichezona, com um elenco de peso e ficou por aí.  O que salva são as atuações desse time poderoso: Edward Northon (Whit) que tem problemas com sua filha e se apega ao amor; Kate Winslet (Claire) que está com questões relativas a maternidade e seu relógio biológico e se apega ao tempo, Miche Peña (Simon) que tem questões com a morte. Helen Mirren (Brigitte/morte), Jacob Latimore (Raffi/Tempo) e Keira Knightley (Amy/ amor) são as personagens que trazem supresas à história. Sem deixar de citar Will Smith, mais conhecido do grande  público pela série de TV “Um Maluco no Pedaço” e a franquia “MIB: Homens de Preto”. E que tem atuações espetaculares em sua carreira, como por exemplo em:  “A Procura da felicidade” (2006) e “Um Homem entre Gigantes” (2015), aqui desempenha o feijão com arroz , que também faz parte da vida. Esse quesito, o de interpretações, é o que  fecha com chave de ouro o bom atrativo do longa-metragem.

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“Beleza Oculta” foi feito para ser um filme de férias do tipo família com uma história simples e rasa. Para quem gosta de ir ao cinema para relaxar e, que seja fã dos atores em questão, é uma boa pedida.

 

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About Sonia Rocha

Crítica Cinematográfica, Professora de Filosofia e História, Mestre em Educação (UERJ) e Pesquisadora de Cinema e Educação.
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