Diário de um Banana: Caindo na Estrada

Diário de Um Banana: Caindo na Estrada (Diary of a Wimpy Kid: A Long Haul) (Comédia/Família); Elenco: Jason Drucker, Alicia Silverstone, Tom Everett Scott, Charlie Wright, Owen Asztalos; Direção: David Bowers; USA, 2017. 91 Min.

O longa-metragem de David Bowers de “Por Água Abaixo” (2006) é uma adaptação do livro de Jeff Kinney e é seu terceiro trabalho na franquia, sendo conhecido também por “Diário de um Banana” 2 e 3. A linha de histórias infanto-juvenis relata crônicas do cotidiano de garoto de 10 anos aproximadamente, Greg Heffley (Jason Drucker) numa mistura de narrativa em primeira pessoa, quebrando a 4ª parede, e muita arte de animação.

“Diário de um Banana: Caindo na Estrada” conta a história da viagem de Greg para comemorar o aniversário da bizavó com todas as aventuras e desventuras. Da chatura do objetivo da viagem a aventura de fugir para ir a uma feira de video-games com direito a cosplays, painéis e entrevistas. Do didatismo do respeito às diferenças entre gerações com seus caracterizadores de identidade à grande descoberta do valor do afeto, do cuidado e da família. O longa traz uma discussão procedente na seara educacional sobre virtualidade, o uso de tecnologias e o conflito de gerações com competência e sutilidade. E ainda faz uma brincadeira gostosa de paródia com “Psicose” (1960) e “Os Pássaros” (1963) de Alfred Hitchcock; e “Os Incompreendidos” (1959) de François Truffaut. Tudo isso com muito respeito e dentro do contexto.

Tecnicamente, o que sobressai é a mistura de animação com filme tradicional realizado pelo diretor de fotografia Anthony Richmond. O roteiro de Adam Sztykiel de “Alvin e os Esquilos na Estrada” (2015) também vale menção. E por fim, a trilha sonora de Ed Shearmer de “Elvis & Nixon” (2016) que, inclusive, dá ênfase a diferença entre as gerações e  ao mesmo tempo é o que os conecta ao final. Vale o ingresso!

Em suma, “Diário de um Banana: Caindo na Estrada” é uma mistura gostosa de “Férias no Trailer” (2006) e “Menino Maluquinho: O Filme” (1995) com muita graça. Mesmo sendo americano, meio enlatadão, tem conteúdo educacional aproveitável. Super liberado para a pimpolhada de plantão.

 

 

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About Sonia Rocha

Crítica Cinematográfica, Professora de Filosofia e História, Mestre em Educação (UERJ) e Pesquisadora de Cinema e Educação.
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