Annabelle 2 – A Criação do Mal

Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation) (Horror/Mistério/Thriller); Elenco: Anthony LaPaglia, Samara Lee, Miranda Otto, Lulu Wilson, Talitha Bateman; Direção: David Sandberg; USA, 2017. 109 Min.

Que os filmes de terror são discriminados, isso todos sabem. mas também  pudera, em sua maioria o roteiro é previsível e seus grandes méritos são a maquiagem, os efeitos especiais, a trilha sonora e a fotografia. Até porque nem a montagem sozinha dá conta do recado quando  um roteiro que não tem pegada. “Annabelle 2: A Criação do Mal” não fica para traz, o que significa um belo trabalho de trilha sonora e só. Mais xoxo do que “Annabelle: O Filme” (2014) o longa chega às raias da patetice.

O mais recente filme de David Sandberg conta a história do início da maldição da boneca odiosa. Remontando o início do século XX, pois a história de “Annabelle: O Filme” se passa na década de 60. Após perderem a filha, Bee (Samara Lee) num acidente com carro na estrada, o casal Samuel Mullins ( Anthony LaPaglia) e Esther Mullins (Mirando Otto) consentem que o espírito dela habite numa das bonecas que Samuel havia feito. A partir daí o terror, com todos os seus clichês manjadíssimos se estabelece.

Aqui não vai nenhuma crítica destrutiva ao gênero. Já que temos ícones da categoria que até hoje são hors concurs como “O Exorcista” (1973), “O Exorcismo de Emily Rose” (2005), “A Filha do Mal” (2012) e o mais recente “A Bruxa” (2015), que é genial. A impressão que se tem é que, quanto mais pé no cotidiano e nas possibilidades viáveis, exponencializadas, é claro, mais crível e mais inteligente. Um filme que aponta para essa questão e desconstrói clichês bobos é “A Visita” de M Night Shyamalan, em que o cineasta mostra o quanto a realidade poder tão ou mais aterrorizante e os clichês de terror um fiasco.

No geral, “Annabelle: Creation” (no original) é mais um produto cercado de muita propaganda e que não entrega o que promete. O trailer é muito melhor que o filme inteiro e basta em si. Vaticinando… patético.

 

 

 

About Sonia Rocha

Crítica Cinematográfica, Professora de Filosofia e História, Mestre em Educação (UERJ) e Pesquisadora de Cinema e Educação.
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